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Micro mudanças supera hábitos e desenvolve a criatividade


Olá,

Muito bom ter você por aqui!

Estamos perto de iniciarmos 2019 que virá com muitos desafios. Uma das formas que temos para desenvolver a criatividade é nos aproximarmos e experimentarmos o novo continuamente.

Dentro dos trabalhos de gestão de carreira, incentivamos a consistência de fazermos, pelo menos, uma atividade nova por dia, começando por coisas simples. Anote essas experiências para que você possa acompanhar seu progresso e identificar como foram as experiências.

A consistência de fazermos uma coisas nova por dia, é que fará o efeito de que essas experiências nos mostrem que o novo é bom e pode contribuir na agilidade e na quebra de barreiras impostas pelos nossos hábitos e pelas nossas zonas de conforto.

Um exemplo muito interessante e prático, foi o relato da jornalista Bárbara Lins, que experimentou coisas novas, começando pelas mais simples possíveis e se surpreendeu com os resultados.

Veja no artigo abaixo, como trabalharmos com micro mudanças traz segurança para convivermos com as constantes evoluções impostas pelo mercado. 

Aproveitem! 

São as micro mudanças que vão mudar sua vida



Bárbara Lins

Repórter Rede Globo
Há dois meses comecei um curso de empreendedorismo criativo na Perestroika. Logo na primeira aula, um dos professores explicou que criatividade nada mais é do que o resultado de conectar pontos dentro das suas experiências para resolver um problema. O conselho era aumentar nosso repertório, bagagem de vida e experiências para podermos aumentar nossa criatividade. 
 O interessante é que não precisava ser algo muito grandioso, revolucionário ou bizarro. A gente não precisava sair da caixa de uma vez, mas poderíamos ir ampliando nossa zona de conforto aos pouquinhos. Desde que de forma constante.
Voltei pra casa com isso na cabeça, pensando o que eu faria pra dar uma esticada na minha zona de conforto. Então tive a ideia de me desafiar todo dia a fazer algo diferente até o fim do curso, por mais simples que fosse. 
Decidi ainda que minha jornada começaria naquele dia mesmo. O único problema é que era onze da noite e precisava acordar às 4h para trabalhar. Eu não tinha tempo pra inventar nada elaborado, só tinha que correr pra cama. Ora... então porque não dormir diferente?
Sentei na cama e fiz minha primeira micro mudança. Peguei o travesseiro joguei pra onde coloco meu pé e a coberta foi pra cabeceira. Iria dormir do lado contrário da cama. 

Pensei que não seria nada demais, mas foi mega estranho. Eu me sentia muito deslocada. Perdi eu eixo. Era curioso ver meu quarto de outro ângulo. O que diabos aqueles livros estavam fazendo atrás da escrivaninha?
Passei a noite revirando. Pior ainda foi de manhã. Assim que o despertador tocou , meu corpo automaticamente virou pra o lado que foi condicionado a virar nos últimos anos. Fiquei tateando o ar em busca no meu celular na cômoda durante alguns segundos até me tocar da besteira que estava fazendo. 
Na minha primeira experiência já sabia que aquilo ia ser, pelo menos, divertido. 
Nos dias seguintes continuei fazendo coisas pequenas que nunca tinha tentado antes, como tomar banho ao som de música tradicional sul-africana, pintar a unha de preto, ouvir podcast de gamers, ir pro cinema sozinha num sábado à noite rodeada de casaizinhos, ir pra balada sem nenhuma produção, mudar o caminho de volta pra casa.

Depois fui ganhando confiança e tomando medidas não tão “micro”, como publicar no meu blog e redes sociais conteúdos mais intimistas que expõe minha vulnerabilidade, tocar tambor e pandeiro numa roda de samba sem nunca ter tocado nada na vida, inventar uma receita de panqueca envolvendo hommus e ovo caipira (não dá certo, já aviso), criar um drink malucão com vinho, suco de uva, chá de gengibre e especiarias (esse eu podia patentear de tão bom).
Por mais estranho que pareça entrou nesta lista não fazer nada. Eu sou das pessoas pilhadas, que acham que dormir é perder tempo, que querem eficiência, que estão sempre procurando algo pra fazer. Em um dos dias não fiz nada. Deliberadamente nada. Foi libertador!
Essas pequenas mudanças, foram me animando e decidi então fazer algumas coisas mais elaboradas. Mandar um e-mail pro chefe pedindo ajuda num projeto da firma, gravar vídeos para um projeto pessoal que estava engavetado, falar com meus familiares um assunto mais delicado que eu estava enrolando há um bom tempo, fugir dos tubinhos pretos que vestia toda festa de fim de ano da firma. Fui de calça estamapa de semente de guaraná! Nunca usaria isso na vida. 

Todas essas iniciativas tiveram resultados muitos bacanas. E aos poucos veio se consolidando em mim uma confiança que só tinha experimentado em alguns momentos específicos da minha vida. 
Me aproveitei dela para tomar medidas mais ousadinhas. Estava cuidando de um quadro especial no trabalho e me veio a ideia de fazer algo meio maluco. Com essa confiança e coragem, fiz algo que estava protelando a muito tempo. Consegui engajar várias pessoas de diferentes departamentos numa meta audaciosa. 
Não foi fácil. Erramos várias vezes, tivemos que aprender como fazer, nos viramos com os recursos que tínhamos, mas no finalzinho do segundo tempo, conseguimos entregar um produto novo para TV que deu orgulho pra todo mundo e ganhou destaque em outras regionais.
A vida inteira quis fazer mega projetos, mega mudanças, grandes revoluções, mas o que tenho aprendido nesses últimos dias na prática é que é com ações pequenas, mas constantes, é que a gente chega lá!  
Ainda tem muito chão pela frente, mas pelo menos tenho aprendido o caminho. 
Ah! E se vocês querem saber se estou mais criativa, semana passada uma das editoras mais exigentes me olhou depois de ler meu texto e disse: “você tá bem mais saidinha, né? ”. Achei um bom sinal! heheheheeh
E vcs? Já se desafiaram em algo assim? 


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